Pelo segundo ano consecutivo o Brasil foi classificado pela ONG Transparência Internacional como um dos países com maior índice de corrupção no setor público em todo o mundo. Foram avaliados 182 países e ficamos em centésimo sétimo lugar. Um alerta para os nossos governantes, pois a corrupção é filha da impunidade e neta do descaso com a gestão
pública. Onde há corrupção, há sempre corrompidos da gestão pública e os corruptores da iniciativa privada.
A corrupção no INSS e o caso do Banco Master tiveram um peso grande na avaliação da Transparência Internacional. Segundo a ONG houve avanços nas investigações sobre corrupção, caso da Operação Carbono Oculto, mas não foram suficientes para melhorar a nota do Brasil, que mantém essa posição vergonhosa, ao lado do Sri Lanka. A Noruega continua sendo o país com menor índice de corrupção no setor público.
Desde a chegada dos portugueses por aqui, nos idos de 1500, a corrupção no setor público e privado é uma constante. A ideia do jeitinho brasileiro não passa de uma capa para encobrir práticas criminosas de agentes públicos e privados, desde molhar a mão do guarda de trânsito até as fraudes em licitações, passando pela gratificação a fiscais ou a funcionários com objetivo de adiantar processos.
A corrupção se faz presente em todos os setores da sociedade brasileira e os agentes públicos e privados não estão imunes a essa prática nefasta. Pelo contrário! Será muito difícil moralizar a gestão se não houver moralização da própria sociedade. O estado está doente porque a sociedade precisa ser também tratada e descontaminada.
Não basta aumentar as penas, é preciso acabar com as soluções de compadrio que asseguram a impunidade.
Adm. Wagner Siqueira
Presidente do CRA-RJ e do Fórum Est. dos Conselhos Profissionais do RJ