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O eficaz uso da crítica sistemática – particularmente quando o método utilizado inclui observação participativa e a avaliação estratégica – costuma ser fortalecida pela contribuição de todos os envolvidos na discussão e na busca de concordância sobre a importância de redução dos obstáculos e das forças restritivas existentes. A consciência dos obstáculos se agrega à real possibilidade de que possam ser reduzidos ou mesmo eliminados. À guisa de ilustração, vejamos algumas dessas barreiras:

  • Os participantes podem se tornar tão envolvidos na resolução do conteúdo do problema que deixam de perceber a necessidade de avaliar a solidez e a pertinência do que examinam;
  • Medo do fracasso por acúmulo de esforços e simultaneidade de atividades é, muitas vezes, a razão não declarada para deixar de realizar a avaliação crítica. Esta justificativa usualmente é irreal, um mero artifício justificador para deixar de fazer o que deve ser feito;
  • O líder de uma equipe necessita reconhecer se suas arraigadas convicções pessoais não estejam bloqueando a tarefa de avaliação;
  • O líder já decidiu como as coisas devam ser feitas e pressupõe que a crítica impedirá que as medidas que julga pertinentes sejam tomadas;
  • O temor de que o tempo consumido no processo de avaliação possa desencadear efeitos disfuncionais de perturbação e de desencontros entre os membros da equipe, até mesmo podendo sair da situação de controle;
  • A avaliação crítica pode mostrar que o curso de ação que vem sendo realizado possa conter equívocos, mas, no entanto, não ser capaz de apresentar uma alternativa melhor;
  • O medo de que o processo de avaliação provoque impasse ou anomia no seio dos trabalhos em equipe, ficando ainda numa situação pior por não saber o que fazer, perdendo direção e sentido;
  • Receio de que sentimentos interpessoais negativos possam aflorar durante o processo de avaliação, gerando antagonismos entre os membros da equipe, inflamando os ânimos e levando à destruição mútua da capacidade de cooperação e de colaboração;
  • Os membros da equipe têm tantas restrições entre si que nenhum deles é capaz de se expor abertamente aos demais por temer se tornar alvo de censuras, repreensões e críticas negativas;
  • Os participantes podem criar antecipadamente anteparos, escudos de proteção ou defesas, minimizando os problemas, antes de se apresentarem aos demais colegas da equipe. Isto tende a criar uma fachada com aparência de franqueza e de autenticidade, mas a verdadeira abertura não ocorre por ser apenas dissimulada.