No meio ainda da explosão da crise americana dos subprimes, enfim uma gota de orvalho no deserto dos desalentos: anuncia-se a recuperação da produção industrial, que pode significar o começo da cura, mas também pode representar apenas a melhoria que antecede a do coma. Teme-se a reedição, em nível econômico, da famosa expressão médica da “visitas da saúde”, que costuma anteceder à morte do moribundo.


Seja como for, o fato levanta uma questão essencial: pequena ou grande, qualquer empresa só pode enfrentar a crise ou sair dela recorrendo aos préstimos desse grande exorcizador de crises, infelizmente pouco aproveitado neste País, que é o administrador profissional. Aliás, já se tornou até lugar comum afirmar que o Brasil não é um país subdesenvolvido, mas subadministrado.


Em época de crise econômica é preciso reduzir custos — e isso é com o administrador. É preciso racionalizar a produção e os estoques — e isso é com o administrador. É preciso dinamizar as vendas para compensar o estreitamento do mercado com a obtenção de uma fatia maior – e isso é com o administrador. É preciso encontrar novas formas de otimização da produção, das vendas e dos lucros – e isso é com o administrador.


Não por acaso só estão conseguindo derrotar a crise as empresas que recorrem amplamente às mais modernas técnicas e métodos de Administração. Os outros têm que se resignar a “caminhar contra o vento, sem lenço e sem documento”. E quem caminha contra o vento anda como caranguejo – para trás.






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