Historicamente, há um momento decisivo no processo de desenvolvimento econômico-social das nações, quando o crescimento da produção, a diversificação da economia e a sofisticação da tecnologia levam à obsoletização das concepções e métodos de gestão das empresas e do governo, tornando-os inadaptados à realidade. Pois hoje esse momento encontra-se justamente embutido nas dificuldades que o País atravessa: nas áreas econômica, financeira, social e política, mas fundamentalmente uma crise gerencial.


Grande parte das médias e até das grandes empresas ainda é gerida com conceitos e estilos de gestão familiar, não científicos. A quase totalidade das pequenas empresas vive aos trancos e barrancos, espremida entre a crise e os métodos artesanais e empíricos de direção. O Estado brasileiro, por seu turno, ainda está longe de ser um Estado moderno, mais parece um “Matusalém jurássico”, alimenta-se dos vícios e deformações de um processo histórico difícil e, em alguns casos, até anômalo. No bojo da crise geral, há uma grave crise de competência gerencial.Atuamos com tecnologia de ponta, mas com uma mentalidade de gestão da época do carro de boi.


O mundo das organizações, no campo público e privado, precisa passar por uma revolução gerencial que leve a economia e o Estado brasileiros a uma nova era de gestão científica, moderna e profissional. E a revolução gerencial é o grande momento histórico da Administração como ciência, e dos executivos e empresários.


Promovê-la e realizá-la, eis o grande desafio que se coloca para o conjunto das organizações e o universo da sociedade.


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